sábado, 16 dezembro, 2017

Maratona hacker de gênero e cidadania começa nesta segunda-feira na Câmara

Na próxima segunda-feira (24), começa o segundo Hackathon da Câmara dos Deputados. O tema desta edição é “Gênero e Cidadania”. Foram selecionados 22 projetos para participar do evento, que ocorrerá no Salão Branco da Câmara durante toda a semana.

O Hackathon é uma maratona que reúne hackers, programadores, desenvolvedores e inventores para criar projetos que transformem informações de interesse público em soluções digitais, acessíveis a todos os cidadãos. O objetivo é promover a ampliação da transparência dos dados públicos. Organizado pelo Laboratório Hacker da Câmara e pela Secretaria da Mulher, o evento tem patrocínio do Banco Mundial.

A segunda edição do Hackathon contou com 165 inscritos de todo o País e 75 propostas de aplicativos sobre os temas “Violência contra a mulher” e “Políticas públicas de gênero e cidadania”.

Os 47 participantes selecionados – a princípio, eram 50, mas três não puderam comparecer – virão a Brasília para desenvolver os 22 projetos e interagir com parlamentares e servidores da Câmara. Ao fim da maratona, os projetos serão avaliados nos quesitos interesse público, criatividade, inovação e qualidade técnica. Os autores dos dois projetos vencedores serão premiados com passagem e hospedagem para participar de um encontro sobre projetos de Democracia Digital na sede do Banco Mundial, em Washington (EUA).

A segunda edição da maratona hacker também se destaca pela expressiva participação feminina nas equipes selecionadas. Dos 47 participantes, 24 são mulheres, um número muito superior ao da edição passada, quando apenas três mulheres participaram do evento.

Confira a programação do hackaton

Dos 22 projetos selecionados, 13 propõem a criação de aplicativos para “Políticas públicas de gênero e cidadania”. As propostas tratam de questões como: visualização de dados sobre a participação feminina na política; análise de informações sobre a relação entre gênero dos candidatos e financiamento de campanhas; divulgação e mapeamento de pesquisas e projetos de tecnologia liderados por mulheres; visualização e análise das decisões dos parlamentares em proposições sobre políticas de gênero.

Os nove projetos restantes dedicam-se ao tema “Violência contra a mulher”. Entre as propostas, destacam-se aquelas relacionadas ao mapeamento das modalidades de violência sofridas pelas mulheres no país; à criação de ferramentas móveis para denúncia de violência contra mulheres, transgêneros e transexuais; e ao desenvolvimento de aplicativos móveis que oferecem informação, segurança e suporte a mulheres vítimas de agressão.